Disfunções eréteis

Ereções podem ser provocadas, ou evocadas, por diferentes estímulos: desde fantasias eróticas, manipulações genitais (ereções reflexas), induzidas por medicamentos, ou pelo simples estado de excitação sexual que, em geral, antecede as relações sexuais.

Vale registrar que, durante um sono de boa qualidade,  ereções penianas espontâneas ocorrem acerca de cada 90 minutos e duram 20-30 minutos em homens normais e sexualmente proativos. A chamada “ereção matinal” é simplesmente a última das ereções noturnas.

A ausência, ou anormalidades, dessas ereções podem consistir em relevante informação clínica sobre os pacientes.

Ao contrário do que muitos podem supor, a maioria dos pacientes que procura ajuda médica com a queixa de disfunção erétil consegue penetrações, todavia com ereções parciais e insustentáveis, comprometendo – ou até mesmo inviabilizando – uma relação sexual plena e satisfatória. 

São muitos os fatores que podem comprometer o complexo e sensível mecanismo de ereção peniana.

Desde uma simples incompatibilidade relacional, ou distúrbios hormonais, ou até mesmo doenças que podem comprometer as estruturas penianas, reversível ou irreversivelmente (doença de Peyronie, lesão dos nervos eretogênicos : > ; neuropatia diabética; arteriosclerose das artérias penianas, entre outras).

Embora questionada por muitos, a chamada “fuga venosa” não pode ser desconsiderada aqui. Nela, os mecanismos venosos responsáveis pela retenção do sangue nos corpos cavernosos e esponjoso durante a ereção não funcionam a contento.

Vale destacar a elevada ocorrência da chamada venopatia sistêmica (principalmente, hemorroidas, varizes de membros inferiores e varizes testiculares) em pacientes com ereções parciais e insustentáveis.

Foi-se o tempo em que nada, ou quase nada, podia ser feito frente a queixas de disfunção erétil.

A descoberta (acidental) da Sildenafila (Pfizer – Viagra, 1998) como medicamento capaz de induzir ereções administrado por via oral teve um impacto sociocultural semelhante ao das pílulas anticoncepcionais.

Já em 2003, uma nova droga, com ações farmacológicas semelhantes às da Sildenafila, foi aprovada para uso humano: a Tadalafila (Ely Lilly – Cialis).

Entre outras vantagens sobre a Sildenafila (Viagra), seus efeitos eretogênicos da as ereções penianas induzidas pela Tadalafila (Cialis) podem durar por 36 horas, valendo-lhe o título de “Pílula do Fim de Semana”.

Vale lembrar que as três drogas (Sildenafila, Tadalafila e Vardenafila) se assemelham, por seu principal mecanismo de ação: a inibição da enzima peniana 5-fosfodiesterase. Não por outro motivo, suas indicações e potencialmente importantes efeitos colaterais indesejáveis requerem análise prévia e supervisão médica para seus usos.

Níveis hormonais adequados, principalmente de testosterona e prolactina, são imprescindíveis para uma ereção peniana. Agentes farmacológicos indutores da ereção (sejam por via oral, como a Tadalafila ou a Sildenafila, sejam administrados por injeções intracavernosas, como a Prostaglandina e a Histamina), são hoje considerados recursos terapêuticos valiosos.

Aos casos extremos nos quais as patologias penianas são tais que impeçam a ação efetiva desses tratamentos, sejam os hormonais, sejam os farmacológicos, resta sempre a alternativa terapêutica do implante cirúrgico de próteses penianas: cosméticas, eficazes e funcionais. O grau de satisfação entre os pacientes que receberam esses implantes é alto, mas não se deve perder o ponto de vista de que essa é uma alternativa a ser cogitada quando nenhuma outra possa ser utilizada.

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